Cancioneiro Geral, Camões e Machado de Assis

             
               Cancioneiro Geral - Garcia de Resende

O Cancioneiro Geral, publicado inicialmente em 1516, é uma coleção de poemas reunida por Garcia de Resende, escritos de forma esparsa por cerca de 300 escritores portugueses. Inclui obras dos séculos XV e XVI, em castelhano e português, com os mais variados temas. Entre os muitos autores incluem-se Sá de Miranda, Bernardim Ribeiro e o próprio Garcia de Resende.

                                  Mito da Caverna

O mito da caverna é uma parábola escrita pelo filósofo Platão, e encontra-se na obra intitulada A República (livro VII). Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.
“- Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.
Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.
Os prisioneiros julgam que essas sombras eram a realidade.
Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.-”

Lirica Camoniana

Medida Velha: redondilhos maiores e menores (7 e 5 sílabas métricas respectivamente)

Medida Nova: Versos decassilabos (10 sílabas métricas)

>>> Temas <<<

Amor: A lírica amorosa camoniana está ligada a uma concepção neoplatônica do amor. Isto quer dizer que, para Camões, o Amor (com maiúscula) é um ideal superior, único e perfeito, o Bem supremo pelo qual ansiamos. Mas, seres decaídos e imperfeitos, somos incapazes de atingir esse ideal. Resta-nos a contingência do amor físico (com minúscula), simples imitação do Amor ideal. A constante tensão entre esses dois pólos gera toda a angústia e insatisfação da alma humana.
A mulher, objeto do desejo, também ela um ser imperfeito, é espiritualizada em suas poesias, tornando-se a imagem da Mulher ideal.

Desconcerto do Mundo: Adotando o neoplatonismo, Camões contrapõe a perfeição do mundo das Idéias às imperfeições do mundo terreno. A vida humana está condicionada a essas imperfeições, mas o espírito anseia por outros horizontes. Disso resulta uma visão extremamente pessimista da vida. Sua poesia reflexiva não revela, entretanto, simples adesão aos lugares-comuns da filosofia neoplatônica. Ela brota dos problemas existenciais do próprio autor, de suas frustrações e atribulações. E é isso que a torna superior.

Soneto:
Estilo Composto por 4 estrofes, sendo dois quartetos e dois tercetos

“Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?”

A Cartomante - Machado de Assis

A cartomante é a historia de Vilela, Camilo e Rita envolvidos em um triângulo amoroso. A historia começa numa Sexta-feira de novembro de 1869 com um dialogo entre Camilo e Rita. Camilo nega-se veementemente a acreditar na cartomante e sempre desaconselha Rita de maneira jocosa. A cartomante está caracterizada neste conto como uma charlatã, destas que falam tudo o que serve para todo mundo. É um personagem sinistro, que apesar não ter nem o seu nome revelado, destaca-se como um personagem que ludibria os personagens principais. Rita crê que a cartomante pode resolver todos os seus problemas e angústias. Camilo já no fim do conto, quando está prestes a ter desmascarado seu caso com Rita, no ápice de seu desespero, recorre a esta mesma cartomante, que por sua vez o ilude da mesma forma como ilude todos os seus clientes, inclusive Rita. A mulher usa de frases de efeito e metáforas a fim de parecer sábia e dona do destino de Camilo, este que sai de lá confiante em suas palavras e ao chegar no apartamento de Vilela encontra Rita morta e é morto a queima roupa pelo amigo de infância, que já está sabendo da traição da esposa e o esperava de arma em punho.

                                         Atenciosamente
                                     Jubens
 
Postado em Trabalhos Escolares.

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